Onde pode existir atmosfera explosiva, e com que frequência.
O estudo de classificação de áreas mostra onde uma atmosfera explosiva pode se formar, com que frequência e até onde ela se estende. É o documento que define quais equipamentos podem ser instalados em cada ponto da planta e é a base da gestão de riscos de explosão em instalações com inflamáveis e combustíveis.
NR 20: ABNT NBR IEC 60079-10-1 (gases e vapores) e ABNT NBR IEC 60079-10-2 (poeiras combustíveis), em atendimento à NR 20.
Principais escopos que fornecemos
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Inventário de substâncias e condições de processo
Levantamento dos inflamáveis e combustíveis presentes, com as propriedades que definem o risco: ponto de fulgor, limites de inflamabilidade, densidade relativa, temperatura de ignição e, para poeiras, granulometria e comportamento das camadas.
- 02
Fontes de liberação e grau de liberação
Identificação dos pontos onde o produto pode escapar para a atmosfera (selos de bombas, flanges, válvulas, respiros, pontos de carga e descarga, aberturas de equipamentos) e classificação de cada um em grau contínuo, primário ou secundário.
- 03
Ventilação e disponibilidade
Avaliação da ventilação natural ou artificial de cada ambiente, do grau de diluição e da disponibilidade da ventilação, que determinam o tipo de zona e a sua extensão.
- 04
Zonas Ex e extensões
Determinação das zonas 0, 1 e 2 para gases e vapores e 20, 21 e 22 para poeiras, com o grupo e a classe de temperatura que os equipamentos de cada área precisam atender.
- 05
Plantas, cortes e memorial
Desenhos com a delimitação das zonas em planta e em corte, memorial com premissas, dados e critérios adotados e a lista de fontes de liberação, prontos para orientar especificação, compras e manutenção.
Para que serve o estudo de classificação de áreas
Uma atmosfera explosiva precisa de três coisas ao mesmo tempo: um combustível (gás, vapor, névoa ou poeira) misturado ao ar na faixa de inflamabilidade, o oxigênio do ar e uma fonte de ignição. O estudo de classificação de áreas atua no primeiro elemento: mapeia onde a mistura inflamável pode existir para que as fontes de ignição sejam controladas exatamente nesses locais.
Na prática, a planta de classificação é o documento que diz qual equipamento pode ser instalado em cada ponto. Um motor, uma luminária ou um painel em área classificada precisa ter tipo de proteção, grupo e classe de temperatura compatíveis com a zona — critérios de seleção e instalação tratados na ABNT NBR IEC 60079-14. Sem o estudo, essa escolha vira suposição.
Na NR 20, a identificação das áreas classificadas faz parte do projeto da instalação e orienta a especificação de equipamentos e instalações elétricas. O estudo também sustenta o prontuário da instalação, as análises de riscos, as permissões de trabalho a quente e o planejamento de manutenção.
Zonas para gases, vapores e poeiras
Para gases e vapores (ABNT NBR IEC 60079-10-1), a zona 0 é o local onde a atmosfera explosiva está presente continuamente ou por longos períodos, como o espaço de vapor dentro de um tanque. A zona 1 é onde ela pode ocorrer em operação normal, como no entorno de pontos de amostragem e respiros. A zona 2 é onde ela não é esperada em operação normal e, se ocorrer, dura pouco — tipicamente vazamentos por falha de selos e flanges.
Para poeiras combustíveis (ABNT NBR IEC 60079-10-2), a lógica é a mesma nas zonas 20, 21 e 22, com um elemento a mais: as camadas de pó acumuladas sobre superfícies, que podem se inflamar ou levantar uma nuvem. Silos, moinhos, ensacadeiras, filtros de mangas e transportadores são pontos típicos de avaliação.
A extensão de cada zona não é um raio padrão copiado de outro projeto. Ela depende da vazão de liberação, das propriedades do produto e da ventilação do local, e por isso é determinada caso a caso e registrada no memorial.
Com visita técnica ou a partir do projeto
Para instalações em operação, o estudo é feito com visita técnica: nossos engenheiros percorrem as áreas, confirmam as fontes de liberação reais, observam a ventilação, os drenos, as canaletas e os pontos de acúmulo, e conversam com a operação sobre rotinas de carga, descarga, limpeza e manutenção.
Para instalações novas, ampliações e mudanças de processo, o estudo é feito a partir do projeto — layouts, fluxogramas, P&IDs, folhas de dados e fichas de segurança —, com alinhamentos por videoconferência. Assim a especificação de equipamentos Ex sai correta antes da compra, quando corrigir custa menos.
Quando o estudo precisa ser revisado
A classificação de áreas acompanha a instalação. Ela deve ser revista sempre que houver mudança que altere as premissas do estudo: novos produtos ou mudança de formulação, alteração de pressão ou temperatura de processo, novos equipamentos ou pontos de liberação, mudança de layout, de ventilação ou de rotina operacional.
Mesmo sem mudanças conhecidas, é boa prática revisar o estudo periodicamente dentro do sistema de gestão de mudanças da empresa, conferindo se a planta ainda corresponde ao que foi classificado.
Onde este serviço se aplica
- Tanques, bacias e parques de armazenamento de inflamáveis e combustíveis
- Plataformas de carga e descarga de caminhões-tanque e vagões
- Bombas, compressores, casas de bombas e salas de processo
- Cabines de pintura, preparo de tintas e solventes
- Salas de baterias, centrais de GLP, gás natural, biogás e hidrogênio
- Destilarias, plantas químicas, farmacêuticas e de cosméticos
- Silos, moagens, secadores, filtros de mangas e transporte de pós combustíveis
Entregas possíveis
Os documentos e registros são definidos para a necessidade da instalação. Conforme a contratação, a entrega pode incluir:
- Relatório técnico com metodologia, premissas e critérios normativos
- Lista de fontes de liberação com grau, ventilação e zona resultante
- Plantas baixas e cortes com a delimitação das zonas Ex
- Grupo de gás ou poeira e classe de temperatura por área
- Recomendações para eliminar ou reduzir zonas e para a seleção de equipamentos
- ART registrada no CREA
- Acesso à plataforma Indusnex com as plantas e o inventário da área
Antes de solicitar uma proposta
Estas informações ajudam a entender a demanda. Se algum documento ainda não estiver disponível, podemos conversar sobre os próximos passos.
- Layout atualizado da unidade e, se houver, plantas de classificação anteriores
- Relação dos produtos e as Fichas com Dados de Segurança (FDS)
- Fluxogramas, P&IDs ou descrição das etapas do processo
- Dados de ventilação dos ambientes fechados (exaustão, renovação de ar)
- Rotinas de carga, descarga, limpeza e manutenção das áreas
